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Rascunho:Saída do Imam Hussain (a.s.) de Medina

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O artigo Saída do Imam Hussain (a.s.) de Medina está relacionado aos artigos.
Partida do Imam Hussein de Medina
TempoAno 60 AH
LocalMedina
CausaRecusa em prestar juramento de fidelidade a Yazid
ObjetivosReformar a comunidade do Profeta, ordenar o bem e proibir o mal, e seguir a conduta do Profeta e do Imam Ali
RelacionadosEvento de Karbala e Levante do Imam Hussain


A Partida do Imam Hussain (a.s.) de Medina marcou o início de sua jornada para Meca e a primeira etapa do movimento de Ashura. O episódio ocorreu em 60 H, após a morte de Muawiya e a ascensão de Yazid ao poder. Yazid pediu ao Imam Hussain (a.s.) que lhe prestasse juramento de fidelidade, mas o Imam se recusou. Há diferentes interpretações sobre os motivos dessa decisão: alguns a consideram uma reação à pressão do governo para que o Imam jurasse fidelidade a Yazid, enquanto outros a entendem como parte dos planos do Imam para esclarecer os objetivos do movimento e preparar o terreno para uma revolta após a morte de Muawiya.

Antes de deixar Medina, o Imam Hussain (a.s.) foi à Mesquita do Profeta e se despediu do túmulo do profeta Muhammad (s.a.a.s.). Também escreveu um testamento para Muhammad ibn al-Hanafiyya, no qual declarou que seus objetivos eram reformar a comunidade do profeta Muhammad (s.a.a.s.), promover o bem, combater o mal e seguir a conduta do profeta Muhammad (s.a.a.s.) e do Imam Ali (a.s.). Em seguida, deixou Medina rumo a Meca, acompanhado pela maioria dos membros de sua família.

Primeiro passo da revolta do Imam Hussain (a.s.)

A Partida do Imam Hussain (a.s.) de Medina rumo a Meca e ao Iraque é considerada a primeira etapa da revolta de Ashura[1] e uma reação à exigência de que jurasse fidelidade a Yazid.[2] O episódio ocorreu após a morte de Muawiya, no ano 60 H.[3]

Segundo as fontes históricas, após assumir o poder, Yazid pediu a Walid ibn Utba, governador de Medina, que obtivesse o juramento de fidelidade da população, sobretudo de figuras influentes como o Imam Hussain (a.s.), Abdullah ibn Zubair e Abdullah ibn Umar.[4] Walid convocou o Imam Hussain (a.s.) à sede do governo e lhe comunicou a exigência de Yazid, mas o Imam se recusou a prestar juramento de fidelidade.[5] Na mesma reunião, Marwan ibn al-Hakam sugeriu a Walid que, caso o Imam Hussain (a.s.) se recusasse a jurar fidelidade, o matasse, pois, se ele deixasse Medina, não seria mais possível alcançá-lo.[6] Além disso, alguns relatos históricos afirmam que Yazid havia enviado uma carta ao governador de Medina, ordenando-lhe que, caso o Imam Hussain (a.s.) se recusasse a prestar juramento de fidelidade, lhe enviasse a cabeça do Imam.[7]

Jornada rumo a Meca e Kufa

Segundo relatos históricos, na noite de 27 de Rajab[8] do ano 60 H,[9] o Imam Hussain (a.s.) deixou Medina rumo a Meca, acompanhado pela maioria dos membros de sua família, com exceção de Muhammad ibn al-Hanafiyya. Durante a partida, recitava[10] o versículo 21 da surata Al-Qasas.[11]

Segundo o relato de Shaikh Saduq, após decidir deixar Medina, o Imam Hussain (a.s.) foi à noite à Mesquita do Profeta para se despedir do profeta Muhammad (s.a.a.s.) e rezou junto ao túmulo dele. Na noite seguinte, voltou à Mesquita do Profeta e, após uma longa oração, sonhou com o profeta Muhammad (s.a.a.s.), que o abraçou e o informou de que seu martírio estava próximo.[12] Também há relatos de que o Imam foi aos túmulos de sua mãe e de seu irmão para se despedir deles.[13]

Segundo alguns relatos, um grupo de mulheres da tribo Banu Hashim e da família de Abd al-Muttalib reuniu-se para lamentar a partida do Imam, mas ele as impediu de fazê-lo.[14] O Imam Hussain (a.s.) também se encontrou com seu irmão Muhammad ibn al-Hanafiyya[15] e escreveu um testamento para ele, no qual declarou que os objetivos de sua jornada eram reformar a comunidade do profeta Muhammad (s.a.a.s.), promover o bem, combater o mal e seguir a conduta do profeta Muhammad (s.a.a.s.) e do Imam Ali (a.s.).[16]

O Imam Hussain (a.s.) escolheu a rota principal entre Medina e Meca para sua viagem.[17] Muslim ibn Aqil[18] ou um dos familiares do Imam[19] sugeriu que seguissem por caminhos secundários para evitar um confronto com as forças do governo, mas o Imam rejeitou a proposta e continuou pela rota principal.[20] Alguns pesquisadores interpretam essa decisão como um sinal da postura direta do Imam Hussain (a.s.) em sua luta e de sua intenção de expor abertamente os objetivos do movimento desde o início da jornada até sua chegada ao Iraque.[21]

Recomendações de personalidades influentes de Medina

Durante a Partida de Medina, algumas pessoas próximas ao Imam e figuras conhecidas da cidade lhe deram conselhos. Muhammad ibn al-Hanafiyya sugeriu que o Imam permanecesse em Medina e, caso fosse obrigado a partir, escolhesse Meca como destino[22] e, se a cidade se tornasse insegura, seguisse para outras regiões.[23] Abdullah ibn Umar, ao saber da partida do Imam, foi ao seu encontro e o advertiu contra seguir para o Iraque.[24] Abdullah ibn Mutia al-Adawi também aconselhou o Imam Hussain (a.s.) a não confiar no convite dos habitantes de Kufa e a permanecer em Meca. Segundo ele, os habitantes de Kufa já haviam demonstrado falta de fidelidade a Ali (a.s.) e Hassan (a.s.), e qualquer dano sofrido pelo Imam teria graves consequências para sua família.[25]

Segundo um relato, Umm Salama, uma das esposas do profeta Muhammad (s.a.a.s.), ao saber da partida do Imam Hussain (a.s.) de Medina, tentou dissuadi-lo de viajar para o Iraque e lembrou-lhe, citando o profeta Muhammad (s.a.a.s.), que ele seria martirizado em Karbala. Em resposta, o Imam disse a Umm Salama que tinha consciência de seu martírio e que não poderia evitá-lo.[26]

Análise do episódio

Há diferentes interpretações sobre a Partida do Imam Hussain (a.s.) de Medina.[27] Alguns pesquisadores apontam a ameaça à vida do Imam Hussain (a.s.)[28] e a possibilidade de um confronto com o governo como motivos para essa decisão.[29] Rasul Jafarian, pesquisador de história, também considera a Partida do Imam uma reação à pressão do governo para obrigá-lo a prestar juramento de fidelidade a Yazid. Segundo ele, ao deixar Medina, o Imam se afastou de uma situação em que poderia ser forçado a prestar esse juramento ou entrar em confronto com o governo.[30] Outros pesquisadores acreditam que, como não havia condições favoráveis para uma revolta ou para uma atuação eficaz em Medina, o Imam deixou a cidade para preparar o terreno para uma revolta contra Yazid durante sua jornada, sobretudo em Meca, esclarecendo seus objetivos e conquistando apoiadores.[31] Na visão desses pesquisadores, essa iniciativa fazia parte de um plano previamente traçado pelo Imam, que havia adiado sua revolta para depois da morte[32] de Muawiya.[33]

Segundo Jafarian, inicialmente, o Imam Hussain (a.s.) escolheu Meca como local de permanência, pois a cidade oferecia mais segurança do que outras regiões e proporcionava uma boa oportunidade para avaliar as circunstâncias e decidir sobre os próximos passos.[34] Naquele momento, também se cogitava a possibilidade de o Imam seguir para Kufa; por isso, algumas pessoas[35] tentavam dissuadi-lo de ir para essa cidade.[36] Segundo Jafarian, a principal preocupação da maioria dessas pessoas era preservar a vida do Imam, e elas não consideravam muito seriamente a possibilidade de Meca também se tornar insegura.[37]

Ver também

Referências

  1. ↑ «علت خروج امام حسین(ع) از مدینه», site Tebyan.
  2. ↑ Jaʿfarīyān, Taʾammulī dar Nahḍat-i ʿĀshūrā, pág. 66.
  3. ↑ Shaikh Mufīd, al-Irshād, vol. 2, pág. 32.
  4. ↑ Ṭabarī, Tārīkh al-Ṭabarī, vol. 5, pág. 338.
  5. ↑ Shaikh Mufīd, al-Irshād, vol. 2, pág. 33; Ṭabarī, Tārīkh al-Ṭabarī, vol. 5, pág. 340.
  6. ↑ Shaikh Mufīd, al-Irshād, vol. 2, pág. 33; Ṭabarī, Tārīkh al-Ṭabarī, vol. 5, pág. 340.
  7. ↑ Shaikh Ṣadūq, al-Amālī, pág. 152.
  8. ↑ Abū Mikhnaf, Waqʿat al-Ṭaff, pág. 102.
  9. ↑ Ṭabarī, Tārīkh al-Ṭabarī, vol. 5, pág. 341.
  10. ↑ Abū Mikhnaf, Waqʿat al-Ṭaff, pág. 102.
  11. ↑ Shaikh Mufīd, al-Irshād, vol. 2, págs. 34–35; Ṭabarī, Tārīkh al-Ṭabarī, vol. 5, pág. 341.
  12. ↑ Shaikh Ṣadūq, al-Amālī, pág. 152.
  13. ↑ Ibn Aʿtham, Maqtal al-Ḥussain..., pág. 30.
  14. ↑ Ibn Qūlawayh, Kāmil al-Ziyārāt, pág. 96.
  15. ↑ Ibn Aʿtham, al-Futūḥ, vol. 5, pág. 21.
  16. ↑ Ibn Aʿtham, al-Futūḥ, vol. 5, pág. 21.
  17. ↑ Shaikh Mufīd, al-Irshād, vol. 2, pág. 35.
  18. ↑ Ibn Aʿtham, al-Futūḥ, vol. 5, pág. 22.
  19. ↑ Abū Mikhnaf, Maqtal al-Ḥussain (a), pág. 25.
  20. ↑ Shaikh Mufīd, al-Irshād, vol. 2, pág. 35.
  21. ↑ Grupo de autores, Majmūʿah-yi Maqālāt-i Hamāyesh-i Imām Ḥussain (a), vol. 4, pág. 128; Najmī, Sukhanān-i Ḥussain ibn ʿAlī (a)..., pág. 58.
  22. ↑ Abū Mikhnaf, Waqʿat al-Ṭaff, pág. 84; Ṭabarī, Tārīkh al-Ṭabarī, vol. 5, págs. 341–342.
  23. ↑ Shaikh Mufīd, al-Irshād, vol. 2, pág. 35.
  24. ↑ Shaikh Ṣadūq, al-Amālī, pág. 153.
  25. ↑ Ibn Aʿtham, Maqtal al-Ḥussain..., pág. 33.
  26. ↑ Majlisī, Biḥār al-Anwār, vol. 44, pág. 331.
  27. ↑ Por exemplo, consulte: Muḥammadī e Gūdarzī, «Wākāwī-yi Tārīkhī-yi ʿIlal-i Khurūj-i Sayyid al-Shuhadāʾ (a) az Madīnah wa Makkah», pág. 81.
  28. ↑ Por exemplo, consulte: Shaikh Mufīd, al-Irshād, vol. 2, pág. 33; Shaikh Ṣadūq, al-Amālī, pág. 152; Ṭabarī, Tārīkh al-Ṭabarī, vol. 5, pág. 340.
  29. ↑ Muḥammadī e Gūdarzī, «Wākāwī-yi Tārīkhī-yi ʿIlal-i Khurūj-i Sayyid al-Shuhadāʾ (a) az Madīnah wa Makkah», pág. 81.
  30. ↑ Jaʿfarīyān, Taʾammulī dar Nahḍat-i ʿĀshūrā, pág. 66.
  31. ↑ Ṣafāʾī, ʿĀshūrā: Barrasī..., págs. 71–72; Muḥammadī e Gūdarzī, «Wākāwī-yi Tārīkhī-yi ʿIlal-i Khurūj-i Sayyid al-Shuhadāʾ (a) az Madīnah wa Makkah», pág. 83.
  32. ↑ Shaikh Mufīd, al-Irshād, vol. 2, pág. 32.
  33. ↑ Muḥammadī e Gūdarzī, «Wākāwī-yi Tārīkhī-yi ʿIlal-i Khurūj-i Sayyid al-Shuhadāʾ (a) az Madīnah wa Makkah», pág. 83.
  34. ↑ Jaʿfarīyān, Taʾammulī dar Nahḍat-i ʿĀshūrā, pág. 66.
  35. ↑ Por exemplo, consulte: Shaikh Ṣadūq, al-Amālī, pág. 153; Ibn Aʿtham, Maqtal al-Ḥussain..., pág. 33; Majlisī, Biḥār al-Anwār, vol. 44, pág. 331.
  36. ↑ Jaʿfarīyān, Taʾammulī dar Nahḍat-i ʿĀshūrā, pág. 74.
  37. ↑ Jaʿfarīyān, Taʾammulī dar Nahḍat-i ʿĀshūrā, pág. 74.

Bibliografia

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  • Abū Mikhnaf, Lūṭ ibn Yaḥyā, Waqʿat al-Ṭaff, Qom, Escritório de Publicações Islâmicas, 1375 Sh.
  • Grupo de autores, Majmūʿah-yi Maqālāt-i Hamāyesh-i Imām Ḥusain (a), Teerã, Assembleia Mundial de Ahl al-Bait (a), 1381 Sh.
  • Ibn Aʿtham, Muḥammad ibn ʿAlī, al-Futūḥ, Beirute, Dār al-Aḍwāʾ, 1411 H.
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  • Ibn Qūlawayh, Jaʿfar ibn Muḥammad, Kāmil al-Ziyārāt, Najaf, Maṭbaʿat al-Murtaḍawīyah, 1356 H.
  • Shaikh Mufīd, Muḥammad ibn Muḥammad, al-Irshād fī Maʿrifat Ḥujaj Allāh ʿalā al-ʿIbād, Qom, Congresso Mundial do Milênio de Shaikh Mufīd, 1372 Sh.
  • Shaikh Ṣadūq, Muḥammad ibn ʿAlī, al-Amālī, Teerã, Kitābchī, 6.ª edição, 1376 Sh.
  • Ṣafāʾī Ḥāʾirī, ʿAlī, ʿĀshūrāʾ: Barrasī wa-Taḥlīl-i Ḥarakat-i Imām Ḥusain (a), Qom, Laylat al-Qadr, 1401 Sh.
  • Ṭabarī, Muḥammad ibn Jarīr, Tārīkh al-Ṭabarī: Tārīkh al-Umam wa-l-Mulūk, Beirute, [s.n], [s.d].
  • Muḥammadī, Ramażān e Ebrāhīm Gudārzī, «واکاوی تاریخی علل خروج سیّدالشهداء (ع) از مدینه و مکّه» (Análise histórica das causas da saída de Sayyid al-Shuhadāʾ (a) de Medina e Meca), revista trimestral História do Islã, n.º sequencial 75, outubro de 2018.
  • «علت خروج امام حسین(ع) از مدینه» (A causa da saída do Imam Ḥussain (a) de Medina), site Tebyan, data de publicação: 15 de abril de 2018, data de acesso: 29 de junho de 2026.