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Rascunho:Um al-Mu'minīn (título)

Fonte: wikishia

Este artigo trata do título Umm al-Mu'minīn. Para conhecer as pessoas a quem ele se aplica, veja o artigo Esposas do Profeta Muhammad (s.a.a.s.).

Umm al-Mu'minīn (em árabe: أُمُّ الْمُؤْمِنِينَ) ou Ummahāt al-Mu'minīn (em árabe: أُمَّهَاتُ الْمُؤْمِنِينَ), que significa “mães dos crentes”, é um título mencionado no Alcorão para designar as esposas do profeta Muhammad (s.a.a.s.).[1]

Esse título é derivado do versículo: «النَّبِيُّ أَوْلَىٰ بِالْمُؤْمِنِينَ مِنْ أَنْفُسِهِمْ وَأَزْوَاجُهُ أُمَّهَاتُهُمْ» “O Profeta é mais digno dos crentes do que eles mesmos, e suas esposas são as suas mães.”[2] Segundo os exegetas, este versículo estabelece que as esposas do Profeta Muhammad (s.a.a.s.) devem ser respeitadas como as “mães dos crentes”. Isso significa que, após o falecimento do Profeta Muhammad (s.a.a.s.), é proibido contrair matrimônio com qualquer uma delas, e o respeito a elas é considerado uma obrigação.[3] A proibição do casamento com as esposas do Profeta é também reafirmada no seguinte versículo: «وَمَا كَانَ لَكُمْ أَنْ تُؤْذُوا رَسُولَ اللَّهِ وَلَا أَنْ تَنْكِحُوا أَزْوَاجَهُ مِنْ بَعْدِهِ أَبَدًا ۚ إِنَّ ذَٰلِكُمْ كَانَ عِنْدَ اللَّهِ عَظِيمًا» “Não vos é permitido ofender o Mensageiro de Deus, nem casar-vos jamais com suas esposas depois dele, pois isso seria, para Deus, algo enormemente grave.”[4]

De acordo com os exegetas xiitas, a obrigação de respeitar as esposas do Profeta (s.a.a.s.) está condicionada à sua fidelidade aos mandamentos de Deus e à obediência ao Imam infalível. Se alguma delas se desviar desse princípio, perde seu status de respeito, embora a proibição eterna de se casar com elas permaneça válida.[5]

Murtadâ Motahhari (1298–1358 Sh) interpretou essa proibição como uma medida de sabedoria divina para impedir o uso político ou social indevido da posição das esposas do Profeta Muhammad (s.a.a.s.).[6]

Referências

  1. Alcorão 33:6.
  2. Alcorão 33:6.
  3. Ṭabrisī, Majmaʿ al-bayān, 1415 AH, vol. 8, pág. 122; Ṭabāṭabāʾī, Al-Mīzān, 1393 AH, vol. 16, pág. 277; Makārim Shīrāzī, Tafsīr-i nimūna, 1374 Sh, vol. 17, pág. 205.
  4. Shahīd al-Thānī, Masālik al-ifhām, 1413 AH, vol. 7, pág. 79–80.
  5. Fayḍ Kāshānī, Al-tafsīr al-ṣāfī, 1416 AH, vol. 6, pág. 14; Thaqafī, Rawān-i jāwīd, 1398 AH, vol. 4, pág. 304.
  6. Muṭahharī, Majmūʿa-yi āthār, 1390 Sh, vol. 19, pág. 431.

Bibliografia

  • Thaqafī Tihrānī, Muḥammad. Rawān-i jāwīd dar tafsīr-i Qurʾān-i majīd. Teerã: Burhan, 1398 AH.
  • Fayż Kāshānī, Muḥsin. Tafsīr al-Ṣāfī. Teerã: Dār al-Kutub al-Islāmiyyah, 1416 AH.
  • Ṭabāṭabāʾī, Sayyid Muḥammad Ḥussain. Al-Mīzān fī tafsīr al-Qurʾān. Beirute: Ismāʿīliyyān, 1393 AH.
  • Ṭabrisī, Faḍl b. al-Ḥassan al-. Majmaʿ al-bayān fī tafsīr al-Qurʾān. Beirute: Muʾassisat al-Aʿlamī li-l-Maṭbūʿāt, 1415 AH.
  • Shahīd al-Thānī, Zayn al-Dīn b. 'Alī. Masālik al-ifhām ilā tanqīh sharāyiʿ al-Islām. 1ª edição. Qom: Muʾassisat al-Maʿārif al-Islāmīyya, 1413 AH.
  • Muṭahharī, Murtaḍā. Majmūʿa-yi āthār. Qom: Intishārāt-i Ṣadrā, 1384 Sh.
  • Makārim Shīrāzī, Nāṣir. Tafsīr-i nimūna. Teerã: Dār al-Kutub al-Islāmiyya, 1374 Sh.