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Rascunho:Direito dos Pais

Fonte: wikishia

Não deve ser confundido com a Benevolência para com os Pais

O Direito dos Pais (em árabe: ḥaqq al-wālidayn حق الوالدين) corresponde aos direitos que o pai e a mãe possuem sobre seus filhos. O cumprimento desses direitos é considerado um dos mandamentos centrais de Deus, sendo mencionado que, depois do direito de Deus, este é o maior direito que recai sobre o filho.

Nas fontes religiosas, a benevolência (iḥsān), o respeito, a obediência aos pais e o custeio de suas necessidades financeiras são enumerados como direitos paternos e maternos. No Alcorão, após a ordem de exercer benevolência para com os pais, os filhos são instruídos não apenas a evitar qualquer rudeza ou mínima aspereza para com eles, mas também a agir com humildade diante deles, suplicar por eles durante a vida e após a morte. Nos ḥadīths dos Maʿṣūmīn (a.s.), o bom trato para com pai e mãe figura entre as ações mais elevadas e amadas por Deus, além de ser uma característica marcante dos xiitas.

Os juristas afirmam que a obediência aos pais, quando a desobediência lhes causa sofrimento, é obrigatória; exceto quando ordenam a prática de pecado. Além disso, segundo suas fatwas, é dever do filho, quando capaz, prover os gastos de seus pais necessitados.

Posição e importância do direito dos pais

“E adorai a Deus, sem Lhe associardes coisa alguma; e sede benevolentes para com os pais.”

Alcorão, Sura al-Nisā’, 4:36

O respeito e o cumprimento do direito dos pais são considerados mandamentos essenciais,[1] e afirma-se que, depois do direito de Deus, este é o maior direito sobre o filho.[2] A bondade e a benevolência para com os pais, direitos reconhecidos do pai e da mãe,[3] foram reiterados diversas vezes no Alcorão.[4] A repetição desse mandamento logo após a ordem de adorar a Deus e a proibição do shirk[5] é vista como um indicativo de sua extrema importância ética e religiosa.[6]

Nas coleções de ḥadīths xiitas e sunitas, o tema possui posição destacada e capítulos específicos foram dedicados a ele.[7] A ingratidão e a desobediência aos pais são consideradas proibidas e classificadas entre os pecados capitais.[8] O respeito aos pais também é mencionado em livros de outras tradições religiosas, como no Antigo Testamento.[9]

Quais são os Direitos dos Pais?

Nas fontes religiosas, benevolência, respeito,[10] obediência[11] e o atendimento das necessidades financeiras dos pais[12] estão entre seus direitos.

Imam Kazim (a.s.):

“Um homem perguntou ao Mensageiro de Deus (s.a.a.s.): “Qual é o direito do pai sobre o filho?” Ele respondeu: “Que o filho não o chame pelo nome próprio, não caminhe à sua frente, não se sente antes dele e não faça algo que leve as pessoas a insultarem seu pai.”

Kulaynī, al-Kāfī, 1407 A., vol. 2, pág. 158

Benevolência e respeito

Artigo principal: Benevolência para com os Pais

A benevolência e o respeito figuram entre os direitos do pai e da mãe.[13] Shaikh Ḥurr al-ʿĀmilī, em Wasā’il al-Shīʿa, dedica um capítulo intitulado “Direitos dos Pais”, reunindo ḥadīths sobre bondade, benevolência e respeito.[14]

Nos ḥadīths dos Maʿṣūmīn (a.s.) afirma-se que o bom trato com os pais é uma das ações mais elevadas,[15] uma das mais amadas por Deus[16] e um dos sinais distintivos dos xiitas.[17] A satisfação e a ira divina estão relacionadas à satisfação e à ira dos pais em relação aos filhos,[18] e nenhum pretexto para negligenciar o benevolência é aceitável.[19]

Relatos mostram que o Profeta Muhammad (s.a.a.s.) honrava profundamente sua mãe de amamentação[20] e respeitava aqueles que tratavam bem seus pais.[21] Assim, os muçulmanos são ordenados a exercer benevolência e suportar as dificuldades de cuidar dos pais[22], mesmo que sejam politeístas[23] ou pecadores.[24]

Manifestações de benevolência

Nos versículos 23 e 24 da Sura al-Isrā’ são mencionadas manifestações práticas: proibição de dizer “uff” ou demonstrar qualquer aspereza;[25] falar com eles com dignidade; agir com humildade; e orar por eles durante a vida e após a morte.[26]

Nos ḥadīths também se mencionam exemplos: não chamá-los pelo nome próprio, não caminhar à sua frente, não se sentar antes deles nem de costas para eles;[27] atender ao chamado deles prontamente, mesmo durante a oração;[28] evitar franzir o rosto ou insultá-los, mesmo quando suas palavras forem desagradáveis ao filho.[29] Preservar a privacidade dos pais[30] e agradecê-los[31] também figuram como manifestações de benevolência.

“E teu Senhor decretou que não adoreis senão a Ele, e que sejais benevolentes para com os pais…”

Sura al-Isrā’, 17:23-24

Obediência e sustento

A obediência aos pais é mencionada como um de seus direitos,[32] exceto se ordenarem shirk ou pecado.[33] Nos ḥadīths, a obediência é um sinal de [34] e um ato racional.[35]

Segundo Mīrzā Qummī, a obrigatoriedade da obediência em certos casos é consenso entre os juristas.[36] Ele considera ilícito praticar um ato permitido quando isso desagrada aos pais — exceto quando sua omissão prejudica o filho.[37] Juristas como Ṣāḥib al-Jawāhir, Sayyid Muḥsin al-Ḥakīm e Naṣir Makārim Shirazi afirmam que a obrigatoriedade existe quando a desobediência causa sofrimento aos pais.[38]

Outro direito é o sustento financeiro.[39] Se os pais forem necessitados, é obrigatório ao filho capaz prover sua manutenção.[40] Em alguns versículos, recomenda-se incluir os pais nas disposições testamentárias[41] e fazer caridade com os próprios bens em favor deles.[42]

Direitos dos pais após a morte

As fontes religiosas recomendam que o filho pratique benevolência pelos pais mesmo após sua morte,[43] por meio de: recitação do Alcorão, súplicas por perdão, caridade, quitação de dívidas, cumprimento de compromissos, respeito aos amigos dos pais, manutenção dos laços com seus parentes[44] e realização, em nome deles, de oração, jejum e ḥajj.[45]

Nos livros jurídicos, é obrigatória para o filho mais velho a realização das orações e jejuns não cumpridos pelo pai.[46] Alguns marājiʿ, como Khamenei, Makārim Shirazi e Nūrī Hamadānī, também estendem essa regra à mãe.[47] Na Ṣaḥīfa as-Sajjādiyya, há uma súplica que reúne os deveres do filho para com os pais.[48]

Razão da Ênfase no direito dos pais

ʿAllāmah Ṭabāṭabā’ī (fal. 1360 AH) explica que as relações afetivas fortalecem o vínculo entre gerações, consolidam a família e, assim, sustentam a sociedade.[49]

Ibn Miskawayh (fal. 420 AH) afirma que os pais veem o filho como parte de si mesmos, amando-o como a si próprios; por isso seu progresso é percebido como progresso próprio. Já os filhos não possuem esse sentimento natural em relação aos pais, razão pela qual necessitam de recomendações específicas para reconhecê-los.[50]

Imam Sajjād (a.s.):

“Um homem veio ao Profeta (s.a.a.s.) e disse: “Não deixei nenhum pecado sem cometê-lo. Há arrependimento para mim?” O Profeta perguntou: “Algum de teus pais está vivo?” Ele respondeu: “Meu pai.” O Profeta disse: “Vai e sê benevolente com ele.” Quando o homem partiu, o Mensageiro de Deus disse: “Se ao menos sua mãe estivesse viva.”

Kūfī Ahwāzī, az-Zuhd, 1399 AH, pág. 35

Atenção especial ao direito da mãe

Nos ḥadīths, enfatiza-se atenção especial à mãe,[51] e afirma-se que o maior direito pertence a ela.[52] Há relatos afirmando que retribuir plenamente o direito da mãe é impossível.[53] Em um ḥadīth, o Profeta (s.a.a.s.) diz que a bondade para com a mãe expia os pecados anteriores.[54]

No versículo 15 da Sura al-Aḥqāf, após a recomendação de benevolência para com os pais, mencionam-se exclusivamente os sofrimentos da mãe. Os estudiosos consideram isso um destaque especial ao seu direito.[55] No Risālat al-Ḥuqūq, o Imam Sajjād (a.s.) descreve detalhadamente as dificuldades maternas durante a gestação e a infância, exortando o filho à gratidão especial para com a mãe.[56]

Referências

  1. Um grupo de autores. Maʿārif-i Qurʾān, vol. 2, pág. 78.
  2. Rashīd Riḍā, Tafsīr al-minār, vol. 8, pág. 186; Faḍl Allāh, Tafsīr min waḥy al-Qurʾān, vol. 7, pág. 259.
  3. Abu al-Suʿūd, Tafsīr Abi al-Suʿūd, vol. 3, pág. 198.
  4. Alcorão 29:8; 46:15.
  5. Alcorão 1:83; 4:36; 6:151; 17:23.
  6. Shāh ʿAbd al-ʿAẓīmī, Tafsīr ithnā ʿasharī, vol. 7, pág. 355.
  7. Ver: Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 157; Majlisī, Biḥār al-anwār, vol. 71, pág. 22; Bukhārī, Ṣaḥīḥ al-Bukhārī, vol. 8, pág. 2; Muslim b. Ḥajjāj. Ṣaḥīḥ Muslim, vol. 8, pág. 1.
  8. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 278; Bukhārī, Ṣaḥīḥ al-Bukhārī, vol. 8, pág. 4.
  9. Consulte a Bíblia Sagrada: Livro do Levítico, capítulo 19, versículo 3; Livro do Êxodo, capítulo 20, versículo 12; Livro do Deuteronômio, capítulo 5, versículo 16.
  10. Abu al-Suʿūd, Tafsīr Abi al-Suʿūd, vol. 3, pág. 198.
  11. Abbās Nizhād, Qurʾān, rawānshināsī wa ʿulūm-i tarbīyatī, pág. 81.
  12. Abbās Nizhād, Qurʾān, rawānshināsī wa ʿulūm-i tarbīyatī, pág. 81.
  13. Abu al-Suʿūd, Tafsīr Abi al-Suʿūd, vol. 3, pág. 198; Abbās Nizhād, Qurʾān, rawānshināsī wa ʿulūm-i tarbīyatī, pág. 81.
  14. Ḥurr al-ʿĀmilī, Wasāʾil al-Shīʿa, vol. 21, pág. 505.
  15. Kulayni, al-Kāfī, vol. 2, pág. 158.
  16. Bukhārī, Ṣaḥīḥ al-Bukhārī, vol. 8, pág. 2.
  17. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 74.
  18. Tirmidhī, Sunan al-tirmidhī, vol. 3, pág. 207; Kulaynī, al-Kāfī, vol. 1, pág. 428.
  19. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 162.
  20. Abū Dāwūd, Sunan Abū Dāwūd, vol. 2, pág. 507-508.
  21. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 161.
  22. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 162; Ṣadūq, Man lā yaḥḍuruh al-faqīh, vol. 4, pág. 407-408.
  23. Bukhārī, Ṣaḥīḥ al-Bukhārī, vol. 8, pág. 4.
  24. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 162.
  25. Fakhr al-Rāzī, Mafātīḥ al-ghayb, vol. 20, pág. 324.
  26. Alcorão 17: 23-24.
  27. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 158-159; Ṣadūq, Man lā yaḥḍuruh al-faqīh, vol. 4, pág. 372; Bukhārī, al-ʾAdab al-mufrad, pág. 30.
  28. Majlisī, Biḥār al-anwār, vol. 71, pág. 37.
  29. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 349; Ṭūsī, al-Tibyān, vol. 6, pág. 467.
  30. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 6, pág. 503; Ṣadūq, Man lā yaḥḍuruh al-faqīh, vol. 4, pág. 372.
  31. Ṣadūq, ʿUyūn akhbār al-Riḍā, vol. 1, pág. 258.
  32. Abbās Nizhād, Qurʾān, rawānshināsī wa ʿulūm-i tarbīyatī, pág. 81.
  33. Alcorão 29:8; Abbās Nizhād, Qurʾān, rawānshināsī wa ʿulūm-i tarbīyatī, pág. 81.
  34. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 158.
  35. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 1, pág. 22.
  36. Qummī, Jāmiʿ al-shitāt, vol. 1, pág. 240.
  37. Qummī, Jāmiʿ al-shitāt, vol. 1, pág. 240.
  38. Najafī, Jawāhir al-kalām, vol. 21, pág. 23; Ḥakīm, Mustamsak al-ʿUrwat al-wuthqā, vol. 7, pág. 169; Makārim Shīrāzī, Istiftāʾāt-i jadīd vol. 1, pág. 494.
  39. Abbās Nizhād, Qurʾān, rawānshināsī wa ʿulūm-i tarbīyatī, pág. 81.
  40. Ver: Khomeinī, Najāt al-ʿibād, pág. 382; Ṣāfī Gulpāygānī, Jāmiʿ al-aḥkām, vol. 2, pág. 104.
  41. Alcorão 1:180, 215.
  42. Ṭūsī, al-Tibyān, vol. 2, pág. 108.
  43. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 159,163.
  44. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 159,163; Ṭabrisī, Majmaʿ al-bayān, vol. 6, pág. 632.
  45. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 159.
  46. Ḥillī, Sharāʾiʿ al-Islām, vol. 4, pág. 19.
  47. Banī Hāshimī Khomeinī, Tawḍīḥ al-masāʾil-i marajiʿ, vol. 1, pág. 162,761; Khāmeneʾī, Ajwabat al-istiftāʾāt, pág. 110.
  48. Imām Sajjad (a), Ṣaḥīfa-yi Sajjādīyya, pág. 116-118.
  49. Ṭabāṭabāʾī, al-Mīzān, vol. 7, pág. 374; vol. 13, pág. 80.
  50. Ibn Miskawayh, Tahdhīb al-akhlāq, pág. 233.
  51. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 159-160.
  52. Ḥākim al-Nayshābūrī. al-Mustadrak ʿala al-ṣaḥīḥayn, vol. 4, pág. 150.
  53. Ibn ʾAbi al-Jumhūr, ʿAwālī al-liʾālī al-ʿazīzīyya, vol. 1, pág. 269.
  54. Kulaynī, al-Kāfī, vol. 2, pág. 162.
  55. Makārim Shīrāzī, Tafsīr-i nimūna, vol. 17, 40.
  56. Ṣadūq, Man lā yaḥḍuruh al-faqīh, vol. 2, pág. 621.

Bibliografia

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  • Sadūq, Muḥammad b. ʿAlī al-. ʿUyūn akhbār al-Riḍā. Editado por Mahdī Lājiwardī. 1ª edição. Teerã: Nashr-i Jahān, 1378 AH.
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