Rascunho:Salawat
Este artigo trata do conceito de salawat. Para informações sobre o versículo 56 da surata al-Ahzab, consulte a entrada “O Versículo da Salawat”.
A Salawat é uma prática ordenada pelo Alcorão, por meio da qual os crentes são instruídos a invocar bênçãos sobre o Profeta Muhammad (s.a.a.s.). Tal invocação é compreendida como expressão de gratidão ao Mensageiro (de Deus) e como um meio de fortalecer o vínculo espiritual e o amor por ele. As coleções de hadith descrevem diversos efeitos espirituais atribuídos à salawat, como a purificação dos pecados, a abertura das portas do céu e a possibilidade de alcançar a intercessão do Profeta.
A fórmula mais conhecida é: «اللَّهُمَّ صَلِّ عَلَی مُحَمَّدٍ وَ آلِ مُحَمَّد» “Allahumma salli ‘alá Muhammad wa Áli Muhammad” (“Ó Deus, abençoa Muhammad e a Família de Muhammad”). Em algumas tradições xiitas recomenda-se acrescentar: وعَجِّل فَرَجَهُم “Wa ajjil farajahum” referindo-se aos Ahl al-Bait (a.s.), que significa “e apressa a libertação deles” ou “apressa o seu alívio (redenção)”. Na jurisprudência xiita, a recitação da salawat é obrigatória no tashahhud da oração ritual; sua omissão deliberada invalida a oração. A salawat também é obrigatória nos sermões da sexta-feira e na oração fúnebre.
A recitação é recomendada em qualquer momento, embora determinados contextos recebam ênfase especial, como ao ouvir o nome do Profeta Muhammad (s.a.a.s.), durante o ruku e o sujud, e em ocasiões específicas do calendário ritual.
Entre os xiitas, além do aspecto devocional, a salawat está presente em cerimônias, reuniões religiosas e também na vida cotidiana. Alguns crentes realizam um khatm de salawat, repetição em grande quantidade, para pedir o atendimento de necessidades espirituais ou materiais.
A filosofia da salawat envolve pedir misericórdia divina para o Profeta e sua Família, exaltar sua memória e reforçar o caminho profético. Na tradição xiita, incluir “آل محمد” "Áli Muhammad" é considerado essencial. Ibn Taimiya, importante referência do pensamento Wahabitas, sugeriu omitir esta parte para evitar aquilo que ele via como “semelhança com os xiitas”.
Diversos livros foram dedicados ao tema. Entre eles: Sharh wa Fada’il al-Salawat, por Ahmad Husseini Ardekani, e Ássar wa Barakat al-Salawat, por Ali Ibrahimi.
Importância e posição da Salawat
A salawat é um mandamento explícito do Alcorão.[1] No versículo da salawat, afirma-se que Deus e os anjos enviam bênçãos ao Profeta Muhammad (s.a.a.s.), e que os crentes devem fazer o mesmo.[2] Ela é considerada um dos sinais ritualísticos da religião[3] e é amplamente praticada entre os xiitas.[4]
Esta invocação aparece em praticamente todas as cerimônias e reuniões muçulmanas, tanto em festividades quanto em ocasiões de luto.[5] Na cultura xiita, ao ouvir o nome do Profeta Muhammad (s.a.a.s.), é costume recitar salawat, sendo sua omissão vista como indesejável.[6] Muitos fiéis fazem votos envolvendo sua recitação.[7]
A salawat é tida como uma das melhores formas de adoração, imediatamente após os deveres religiosos e a recitação do Alcorão.[8] Ela também é recorrente nas súplicas dos Imames infalíveis (a.s.), especialmente na Sahifa Sajjadiya.[9] Em um hadith, considera-se avaro aquele que, ao ouvir o nome do Profeta Muhammad (s.a.a.s.), não envia salawat.[10]
Os juristas xiitas afirmam unanimemente que a salawat é obrigatória no tashahhud; sua omissão deliberada invalida a oração.[11] Alguns juristas sunitas compartilham essa posição.[12] Ademais, o envio de salawat ao Profeta Muhammad (s.a.a.s.) e à sua Família Purificada é obrigatório nos sermões de sexta-feira[13] e na oração fúnebre.[14] Para o exegeta Nasser Makarem Shirazi, com base no versículo Corânico, pelo menos uma salawat na vida inteira é obrigatória.[15]
A Salawat na cultura muçulmana
A salawat ocupa um lugar amplo na cultura dos muçulmanos, aparecendo em cantos, ditados populares, atividades agrícolas[16] e nas práticas das academias tradicionais de força, como a salawat do giro, a do mestre de cerimônias e a da arena.[17] No Irã, a salawat também teve papel político e social: durante o exílio do Imam Khomeini, era recitada após a menção de seu nome, contribuindo para reforçar sua autoridade religiosa.[18]
O khatm salawat consiste na recitação contínua de um número[19] fixo de salawat (100, 1000, 14.000 etc.) para honrar os Imames (a.s.) ou para alcançar necessidades espirituais ou materiais.[20] É Frequentemente cumprido como voto religioso.[21] Pode também ser realizado coletivamente.[22] Após orações comunitárias no Irã, uma pessoa recita o Versículo da Salawat, e os fiéis recitam três salawat. O livro Misbah al-Mutahajjid recomenda essa prática após a oração.[23]
Poema de Salawat
Shah Ni‘matullah Wali:
- Que doce misericórdia, amigos, é a invocação de bênçãos sobre Muhammad; proclamemo-la, de coração e alma: salawat sobre Muhammad.
- Se és crente e sincero, e te unes a nós em harmonia, que se obscureça o olhar de todo hipócrita: salawat sobre Muhammad.
- Nos céus, os anjos, com o amor por ele entranhado em seu ser, têm inscrito sobre o Trono do Altíssimo: salawat sobre Muhammad.
- Se pronunciares a salawat, alcançarás tudo o que desejares; e, se fores dos seus, então proclama: salawat sobre Muhammad.
- Ó luz dos nossos olhos, embeleza esta assembleia; dize, em júbilo por Deus Altíssimo: salawat sobre Muhammad.
- Como a flor que desabrocha e como a pérola que se lapida suavemente, assim declaramos, com amor ardente: salawat sobre Muhammad.
- Por Deus, meus olhos se iluminam com a luz dele; ele é a minha alma, e eu sou-lhe o corpo: salawat sobre Muhammad.
- De coração e alma, com os místicos de Kermã, entoamos para a alegria dos companheiros: salawat sobre Muhammad.
- Certamente, Ali é o Wali; e foi educado pelo próprio Profeta — e o selo de toda perfeição é Ali: salawat sobre Muhammad.
- Elevo súplicas ao Sayyid, louvo o Sayyid; por ele sacrifico minha própria vida: salawat sobre Muhammad.
- E disse bem Ni‘matullah, revelando um segredo de Li ma‘a Allah; dize-o tu também, por amor a Deus: salawat sobre Muhammad.[24]
Filosofia da Salawat
A salawāt é compreendida como agradecimento pelos 23 anos de missão profética do Mensageiro Deus e como fortalecimento do vínculo espiritual com ele.[25] Pesquisadores afirmam que, ao enviá-lo, os crentes pedem a Deus que faça descer Sua misericórdia sobre o profeta Muhammad (s.a.a.s.) e sua Família, e, por consequência, sobre eles próprios.[26] Entre seus fundamentos filosóficos estão: A imitação do ser Humano Perfeito (al-insān al-kamil);[27] A exaltação da memória do Profeta e de sua Família; A renovação do compromisso com a profecia e a autoridade divina (wilaya); E a afirmação da inseparabilidade entre profecia e imamato.[28]
Há duas posições quanto a saber se o ṣalawāt beneficia o próprio Profeta:[29] Ele não necessita do salawat dos crentes, defendido por Shahid Sani,[30] ‘Allamah Tabatabai[31] e Hassan Hassanzadeh Amoli:[32] todos os efeitos retornam ao recitador, não ao Profeta (s.a.a.s.).[33] Ele continua ascendendo espiritualmente, e, portanto, o salawat aumenta seu prestígio junto a Deus, posição de Muhammad Baqir Majlisi e Murtaza Mutahhari.[34]
Por fim: O salawat de Deus significa misericórdia; O dos anjos, pedido de perdão; O dos humanos, súplica.[35]
Virtudes e efeitos do Salawat
As fontes de hadith mencionam muitos efeitos espirituais e materiais, como: purificação de pecados, abertura das portas do céu, alívio das dificuldades, aproximação da misericórdia divina e obtenção da intercessão do Profeta Muhammad (s.a.a.s.).
- Remissão dos pecados[36]
- Purificação dos pecados[37]
- A ação mais pesada na balança das ações[38]
- Abertura das portas do céu e remissão dos pecados[39]
- Amizade com Deus[40]
- Alcançar a intercessão do Profeta[41]
- Eliminação da hipocrisia (recitar o Salawat em voz alta)[42]
- Recordação de um assunto esquecido[43]
- Pedido de perdão dos anjos (para quem escreve o Salawat)[44]
- Atendimento das súplicas[45]
- Libertação do fogo do inferno[46]
- Concessão de cem necessidades[47]
- Bênçãos de Deus e dos anjos sobre quem recita o Salawat[48]
- A melhor ação na sexta-feira[49]
- Compreensão do Imam Mahdi (que Deus apresse seu advento) (recitar o Salawat após as orações da manhã e do meio-dia)[50]
- Abertura de uma porta da segurança[51]
- A melhor súplica na Caaba[52]
- Purificação das ações[53]
- Luz no túmulo, na Ponte de Sirat e no paraíso[54]
- A pessoa mais próxima do Profeta no Dia do Juízo[55]
- Equivalência ao louvor, à declaração de fé e à glorificação[56]
Deve-se enviar bênçãos (salawat) também aos Ahl al-Bait?
Entre os xiitas, é costume que a salawat ao Profeta Muhammad (s.a.a.s.) seja sempre acompanhada da menção à sua Família (Áli).[57] Segundo o ator de livro al-Jawahir, acrescentar “Áli” à salawat constitui um princípio essencial da escola xiita.[58] Sayyid Abulqasim al-Khoei, com base em certas tradições,[59] considera possível que enviar bênçãos ao Profeta Muhammad (s.a.a.s.) sem mencionar sua Família seja proibido.[60]
Relatos presentes em fontes xiitas e sunitas afirmam que a salawat incompleta, isto é, enviada apenas ao Profeta Muhammad (s.a.a.s.) , é indesejada, e que a forma completa é dirigi-la a Muhammad e à sua Família.[61] O estudioso xiita Qadi Nurullah Shushtarī compilou esses relatos em Ihqaq al-Haqq.[62]
Segundo o consenso dos estudiosos xiitas, o termo "آل" (Áli) refere-se aos Cinco do Manto (Ahl al-Aba’): o Profeta Muhammad (s.a.a.s.), Imam Ali, Fátima, Hassan e Hussain, sobre os quais foi revelado o chamado “Versículo da Purificação”. Al-Muqaddas al-Ardabili sustenta que esse versículo abrange todos os Imames infalíveis (a.s.), além de Fátima (s.a.), de modo que todos são parte do Áli.[63] Entre os sunitas, também se reconhece que Áli se refere aos destinatários do Versículo da Purificação, ainda que haja divergência sobre sua identificação precisa.[64]
O estudioso sunita Ibn Hajar al-Haissami afirma que a forma correta da salawat é: “Ó Deus, envia bênçãos sobre Muhammad e sobre a Família de Muhammad” (اللهم صلّ علی محمد و علی آل محمد), e, por isso, na escola shafiíta considera-se obrigatório incluir a Família na salawat.[65] Por outro lado, Ibn Taimiya, autoridade da corrente salafista, reconhece que o Profeta (s.a.a.s.) ordenou incluir a Família na salawat, mas argumenta que, por essa fórmula ter se tornado um símbolo distintivo dos xiitas, seria preferível evitá-la.[66] O estudioso Sanʿani observa que a remoção da palavra “Áli” durante o período omíada resultou do medo e da prática da dissimulação (taqiyya).[67]
Segundo tradições constantes das seis coleções canônicas sunitas (Sihah Sittah), o Profeta Muhammad (s.a.a.s.) declarou obrigatória a fórmula contendo “Família de Muhammad” (Áli Muhammad) na salawat.[68] O erudito sunita al-Subkī, em seu Shifa’ al-Siqam, reuniu 52 fórmulas proféticas de salawat: a maior parte inclui “Áli Muhammad”, e nenhuma delas apresenta bênçãos dirigidas aos Companheiros do Profeta Muhammad da forma hoje comum entre os sunitas.[69]
Quanto ao envio de salawat a pessoas que não são profetas, os estudiosos sunitas divergem: alguns o consideram incorreto, outros o classificam como desaconselhável, e outros o permitem somente se a bênção ao Profeta for mencionada antes.[70]
Quando Recitar a Salawat?
De acordo com a maioria dos juristas xiitas,[71] recitar salawat ao ouvir o nome, alcunha ou títulos do Profeta Muhammad é recomendável.[72] Alguns a consideram obrigatória.[73] O aiatolá Hussain Wahid Khorassani considera meritório recitá-la ao ouvir o nome do Imam Ali (a.s.).[74]
Segundo as tradições,[75] o melhor momento para recitar a salawat é a noite e o dia de sexta-feira.[76] Outros momentos recomendados para a recitação da salawat incluem:
- Durante o rukū‘ (inclinação) e o sujud (prostração) da oração;[77]
- No início dos sermões e discursos;
- Ao entrar na Mesquita Sagrada (Masjid al-Haram);
- Durante o tawaf (circumvolução da Caaba) e o sa‘i entre Safa e Marwah;
- Nos meses de Rajab, Sha‘ban e Ramadã;
- Ao avistar o santuário do Profeta Muhammad (s.a.a.s.);
- No início e no final da ablução ritual (wudu’);
- Nas súplicas posteriores à oração (ta‘qibat);
- Antes e depois das súplicas pessoais (du‘a’);
- Ao cheirar uma flor;
- Após espirrar;
- Ao iniciar uma viagem.[78]
Formas diversas de salawat
A forma mais conhecida de salawat é: «اللَّهُمَّ صَلِّ عَلَی مُحَمَّدٍ وَ آلِ مُحَمَّد» “Ó Deus, abençoa Muhammad e a Família de Muhammad” (Allahumma salli ‘alá Muhammad wa Áli Muhammad). Contudo, em algumas tradições aparecem outras variantes dessa invocação.[79] Segundo alguns pesquisadores, somente na Sahifa Sajjadia existem cerca de 210 diferentes formas de salawat.[80]
De acordo com um hadith, o Profeta teria declarado que a forma correta da salawat é: «اللَّهُمَّ صَلِّ عَلَی مُحَمَّدٍ وَ آلِ مُحَمَّد» “Ó Deus, abençoa Muhammad e a Família de Muhammad”, e teria desencorajado o uso da variante: «اللهم صلّ علی محمد و علی آل محمد» “Ó Deus, abençoa Muhammad e (abençoa) a Família de Muhammad” (Allahumma salli ala Muhammad wa ala Áli Muhammad).[81] Sayyid Ali Khan Kabir, autor da obra Riyad al-Salikin, considera esse hadith não autêntico.[82] Por outro lado, Muhammad Taqi Majlissi sustenta que a prática contínua dos muçulmanos ao longo das gerações (sira) indica a veracidade e aceitação desse relato.[83]
Salawat com “ʿajjil farajahum”
Alguns xiitas acrescentam, após a recitação da salawat, a expressão «وَعَجِّل فَرَجَهُم» “wa ajjil farajahum”, que significa “e apressa a libertação deles” ou “apressa o seu alívio (redenção)”.[84] Essa súplica é um pedido pela aceleração da manifestação (aparência) do Imam Mahdi (a.s.). Com base em tradições atribuídas ao Imam Jaʿfar Sadiq (a.s.), foram mencionadas recompensas específicas para quem realiza essa prática em determinadas condições e quantidades. Entre essas recompensas estão: a graça de ver o Imam Mahdi (a.s.),[85] ser contado entre seus auxiliares e companheiros mais próximos,[86] e beneficiar-se da intercessão no Dia do Juízo.[87]
Referências
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- Muṭahharī, Murtaḍā, Majmūʿa-yi Āthār, Teerã, Ṣadrā, 1389 SH.
- Muqaddas Ardabīlī, Ahmad b. Muḥammad, Majmaʿ al-Fāʾida wa al-Burhān fī Sharḥ Irshād al-Adhhān, Qom, Daftar-i Intishārāt-i Islami, 1403 AH.
- Makārim Shīrāzī, Nāṣir, Payām-i Imām Amīr al-Muʾminīn (a), Teerã, Dār al-Kutub al-Islāmīyya, 1386 SH.
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- Narāqī, Ahmad b. Muḥammad Mahdī, Mustanad al-Shīʿa fī Aḥkām al-Sharīʿa, Qom, Muʾassisa Āl al-Bayt (a), 1415 AH.
- Nasāʾī, Ahmad b. Shuʿayb, Sunan al-Nasāʾī, Ḥalab, Maktab al-Maṭbūʿāt al-Islāmīyya, 1406 Ah.
- Nasājī Zawāra, Ismāʿīl, "Ṣalawāt, Ramz-i Maḥabbat wa Vafādārī bi Payāmbar (a) wa Khāndān-i Ū (a)", dar Majalla-yi Dars-hā-yi az Maktab-i Islām, Shumāra 6, Shahrīvar 1382 SH.
- Nasājī, Zahrā, "Rāyiḥa-yi Rūḥ-afzā-yi Ṣalawāt", de Majalla-yi Pāsdār-i Islām, Shumāra 303, Isfand 1385 SH wa Farvardīn 1386 SH.
- Waḥīd Khurāsānī, Ḥussain, "Ṣalawāt Firistādan-i Hangām-i Shinīdan-i Nām-i Amīr al-Muʾminīn (a) dar Adhān wa Iqāma", Sāyt-i Rasmi-yi Daftar-i Ḥaḍrat-i Āyatullāh al-ʿUẓmā Waḥīd Khurāsānī, Tārīkh-i Bāzdīd: 1 Āzar 1403 SH.
- Haythamī, Ahmad b. Muḥammad, Al-Ṣawāʿiq al-Muḥriqa ʿalā Ahl al-Rafḍ wa al-Ḍalāl wa al-Zandaqa, Beirute, Muʾassisat al-Risāla, 1417 AH.